E a saúde, como vai?

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Nos primeiros dias tivemos algumas dificuldades para encontrar os alimentos que, principalmente eu, posso comer. Até ontem não tínhamos encontrado um lugar onde pudéssemos comprar frutas, verduras e legumes por um preço mínimamente aceitável.

Mas hoje fomos até Chinatown, uma das muitas miniaturas da China espalhadas pelo mundo, e lá encontramos o Paddy’s Market – na verdade a nossa amiga Fernanda já tinha feito parte das compras de Natal lá e nos indicou o lugar. O mercado sim é uma confusão enorme, e em sua maior parte vende roupas, souvenirs e outras bugigangas de origem suspeita. Mas existe uma seção menor que parece bastante uma feira livre paulistana, mas em uma escala um pouco menor.

De qualquer forma lá finalmente conseguimos encontrar coisas com preços aceitáveis – frutas e verduras pela metade do preço do que costumamos encontrar nos supermercados. Ainda assim é melhor nem tentar converter os valores para Real. Como diz o velho ditado do viajante: “Quem converte, não se diverte”. Na verdade com a desvalorização do Dólar Americano perante o Real, ficou ruim a cotação do Dólar Australiano também. Até meados de agosto a cotação do Dólar Australiano era de aproximadamente R$ 1,50 e hoje é até um pouquinho mais alta que a do próprio Dólar Americano, em torno de R$ 1,71.

Não poder comer carne vermelha aqui realmente não é problema nenhum. A carne bovina é de qualidade baixa e bastante cara. Para comprar peças mais nobres de carne bovina, pelo menos no supermercado, você não vai gastar menos de 30 Dólares por quilo e ainda vai sair reclamando da qualidade.

Peixe e frango são as melhores opções. Boa qualidade e preços mais acessíveis do que a carne bovina.

Com relação a minha intolerância à lactose, andei absusando agora nos primeiros dias, comendo pizza e chocolate. Já paguei o (alto) preço dessas escapadas e é hora de voltar a me controlar.

Não achei até agora grande variedade de leite de soja à venda. Somente um com gosto de baunilha, que é absolutamente horrível e um de chocolate que ainda não experimentei. Nunca achei que fosse dizer (escrever no caso) isso na vida, mas bem que podia ter Ades de banana, coco e maracujá pra vender por aqui! Já leite sem lactose foi fácil de achar, até mesmo uma versão desnatada. Creme de leite sem lactose também tem sido uma opção por aqui e com preços similares ao do leite convencional.


Café da manhã dos campeões (?)

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Programação para o reveillon

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  • Acordar meio-dia do dia 31.
  • Encontrar Charles e Diangela aqui em casa.
  • Comer.
  • Encher a cara.
  • Sair para o Opera House.
  • Ver a queima de fogos das 9 da noite.
  • Comer.
  • Ver a queima de fogos da meia-noite.
  • Comer.
  • Voltar pra casa.
  • Comer.
  • Encher a cara.
  • Assistir o sorteio da mega-sena da virada.
  • Ficar milionário.
  • Morrer de rir.
  • Encher a cara.
  • Torrar meu primeiro milhão em compras on-line.
  • Reservar minhas passagens de volta ao mundo.
  • Comer.
  • Encher a cara.
  • Dormir.

Nosso Primeiro Natal na Austrália

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As vezes algo que não é planejado e acontece de surpresa acaba sendo muito legal. Acho que pelo simples fato de ser inesperado e de não termos muita expectativa sobre o que vai ocorrer é que as coisas acabam dando certo. Nossa noite de natal esse ano foi mais ou menos assim.

Recebi o contato de uma amiga de amiga de amiga que mora aqui em Sydney e começamos a conversar um pouco pela internet. Não tínhamos plano de passar natal juntos nem nada, até porque nem nos conhecíamos pessoalmente ainda no fim das contas, mas mesmo assim ela nos convidou para o jantar de natal na casa dela.

Nos conhecemos pessoalmente no próprio dia 24. Combinamos de nos encontrar no centro da cidade e pegar uma carona até a casa dela, que por sinal, é bem longe de onde estamos. Saindo do centro demoramos pouco mais de 1 hora para chegar lá.

O jantar aconteceu com mais algumas pessoas: uma amiga dela brasileira, uma colega de trabalho dela, que é australiana e um amigo vietnamita. Jantar bastante multi-cultural e um pessoal realmente muito legal.

Aqui na Austrália as comemorações de natal acontecem todas nos dia 25, então a ceia do dia 24 pro dia 25 só acontece mesmo nas casas que tem brasileiros pelo jeito. Mesmo as missas católicas nas igreja parece acontecer somente no próprio dia 25.

O Jantar foi ótimo, comida boa feita pela Tati, incluindo quindim! Pudemos passar bastante tempo com a Fernanda, nossa nova amiga, que nos contou tudo sobre a vida dela aqui na Austrália nos 4 anos que está vivendo aqui.

Na volta algo que infelizmente não temos coragem de fazer no Brasil, mas que aqui não nos pareceu nada ameaçador. Pegar o ônibus às 2 horas da manhã, fazer baldeação no centro da cidade às 3 da manhã e chegar em casa caminhando pouco antes das 4 horas. Tudo correndo bem e nada de ameaçador no caminho – e olha que vizinhança que a Fernanda mora não é considerada uma das mais seguras de Sydney.

Aula de Inglês (ou de Australiano?) – Parte 1

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Essa daí é pra gente que sempre achou que falava inglês, mas chega em situações do dia-a-dia e passa um certo aperto. Seja porque nunca aprendeu essa palavra ou seja porque o que você aprendeu na escola de inglês não é exatamente a maneira com que se fala aqui – principalmente se você aprendeu o inglês americano.

Vamos lá:

1 ) Varal: Airer.

2 ) Cortador de Unha: Nail clipper.

3 ) Coco ralado: desiccated coconut.

4 ) Peneira: Strainer (no dicionário é sieve, mas a gente tentou isso na loja e não deu certo – na descrição do produto na loja está como strainer).

5 ) Farmácia: Chemist (aqui não se chama Drugstore – e Pharmacy são de manipulação).

6 ) Pegador (de salada): Tong.

7 ) Escorredor de macarrão: Colander.

8 ) Escumadeira: Ladle.

9 ) Batedor (daqueles de fazer clara em neve): Whisk.

10) Pregador de roupas: clothes-peg.

Mão Inglesa – Parte 1

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Que viver em um país de mão-inglesa poderia causar algum tipo de dificuldade a gente já sabia, mas a verdade é que a gente achava que isso estaria presente somente no trânsito em si. E estamos percebendo que o conceito é muito mais abrangente que isso e que está presente em muitos outros aspectos do cotidiano que a gente não imaginava.

Esse post é a primeira parte das curiosidades porque tenho certeza que com o tempo vou descobrir outras, mas tenho que contar as primeiras.

-> Tentar entrar pelo lado errado do ônibus ou do carro já era algo esperado para os primeiros dias. Depois de 10 dias aqui acho que já superamos isso.

-> Olhar para o lado contrário da rua ao atravessar a rua ainda é um pouco estranho. Em avenidas de duas-mãos os carros vêm “do outro lado”, ou seja, devemos olhar primeiro para a direita ao atravessar a rua e não para a esquerda como é o comum no Brasil. Dar sinal para o ônibus ou táxi com a mão esquerda também é esquisito.

-> Mas mesmo pra quem não dirige nem nada a mão-inglesa está presente no dia-a-dia. Para dar passagem para alguém na calçada você também tem que ir para a esquerda, ou seja, se você está andando calçada e vem uma outra pessoa na direção contrária, você tem que dar espaço para ela passar por você pelo seu lado direito. Já demos algumas trombadas na rua por conta disso.

-> Nas escadas rolante a situação é a mesma. Se você não vai andar na escada, tem que ficar parado do lado esquerdo e dar passagem do seu lado direito. Percebemos isso logo no primeiro dia com o pessoal olhando feio pra gente!

-> As ciclovias na praia, como não poderia deixar de ser, também são mão-inglesa, ou seja, se mantenha na pista do lado esquerdo.

-> Outras coisas são curiosas também – não mudam muito no cotidiano, mas são detalhes interessantes. Por exemplo, num drive-thru você também tem que entrar “ao contrário” e fazer a volta no sentido horário para fazer e retirar seu pedido, já que o motorista está sentado do lado direito do carro.

100 pontos

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Muitas das imobiliárias aqui tem o que eles chamam “100 points requirements”. São algumas documentações que você tem que ter para poder aplicar para alugar um apartamento. E como vocês podem perceber não é nada simples para um recém-chegado conseguir atingir esses tais 100 pontos.

Os documentos mais complicados seriam:

1) Últimos 4 recibos de aluguel – impossível para quem está chegando agora e está buscando o primeiro apartamento.

2) 2 últimos contra-cheques – também impossível para quem chegou sem emprego na Austrália.

3) Contas anteriores de gás e eletricidade – mesma dificuldade.

4) Carteira de motorista – a Brasileira é válida por 3 meses aqui e estamos vendo se pode ser aceita.

5) Referência de 2 corretores imobiliários – a complicação é a mesma.

As alternativas seriam fazer um contrato direto com algum proprietário, sem a imobiliária como intermediária. Ou então fazer uma proposta para a imobiliária de pagamento antecipado de alguns meses do aluguel para diminuir o risco. De qualquer forma são sempre muitas pessoas aplicando para o mesmo apartamento ao mesmo tempo – a concorrência aqui é grande.

E fazer o pagamento antecipado de 3 meses de aluguel, em uma região como a que estamos aqui, onde se cobra cerca de 600 dólares por SEMANA de aluguel, também não é exatamente uma tarefa das mais fáceis. Além disso tem o “bond”, que é uma espécie de cheque caução, equivalente à 4 semanas de aluguel, e que é pago também no início do contrato.


Carne bovina no Brasil, Australia e EUA

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Uma comparação entre os nomes das carnes no Brasil, Estados Unidos e Austrália.

Só não se faz uma comparação entre os preços, mostrando o quanto a carne é cara aqui.

http://www.aval-online.com.br/artigostecnicos/artigos/ICoMST_2003.pdf

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