Nossa Casa

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Demorou um pouco mais do que a gente imaginava, mas já estamos no nosso apartamento alugado há alguns meses. Agora com tudo resolvido e com ele todo mobiliado fica mais fácil de escrever sobre ele.

Como eu já tinha falado antes o processo de locação de imóveis por aqui não é dos mais simples. O número de locais disponíveis é menor do que a demanda por moradia, o que implica em alto custo do aluguel e uma enorme disputa pelos apartamentos vagos. Lei da oferta e procura.

A gente já havia decidido morar no bairro de Artarmon – foi o que nos agradou mais entre aqueles que visitamos. É um bairro ao norte do centro da cidade, fácil acesso via trêm e perto dos locais que precisávamos: apenas 1 estação de trêm do meu trabalho, 6 ou 7 estações do centro, onde quase tudo acontece. É um bairro de “colonização” chinesa primordialmente, assim como a maioria aqui na redondeza. É mais fácil ouvir chinês na rua que inglês.

Eu havia tirado uma sexta-feira de folga e ido para Melbourne assistir aos jogos do Australian Open. Logo pela manhã meu celular toca e era a corretora dizendo que nossa aplicação havia sido aprovada – depois de tantas ligações e emails recusando nossas aplicações, foi um alívio e uma felicidade ouvir a famosa frase “I am glad to inform that your application has been approved“. Achei que estava tudo bem e que resolveria o pagamento e a burocracia na segunda-feira quando retornasse à Sydney.

Claro que não foi assim. A gente tinha oferecido 4 meses de pagamento adiantado de aluguel na nossa aplicação e a corretora queria o pagamento fosse feito imediatamente, caso contrário ela abriria novamente o apartamento para inspeção.

Foi uma correria danada bem na nossa folga e tivemos que efetuar o pagamento em dinheiro para que a compensação fosse rápida. Mas mesmo em dinheiro, a compensação não é processada no mesmo dia aqui na Austrália e a corretora acabou abrindo o apartamento para inspeção mais uma vez. De qualquer maneira ela confirmou o pagamento na segunda-feira pela manhã e assegurou o apartamento pra gente.

O contrato de aluguel é válido por um ano – o padrão aqui são contratos de 6 ou 12 meses. Como a concorrência é grande eles se aproveitam de contratos de curta duração para aumentar o preço com certa frequência. Mesmo que você queira fazer inicialmente um contrato de longa duração, o pessoal não aceita.

Algumas fotos de como ficou a nossa casa já devidamente mobiliada:

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Pequena Mudança de Planos na Moradia Inicial

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Não vamos mais ficar naquele hotel anteriormente mencionado. Em uma dessas coincidências do destino, uma amiga minha que trabalhou comigo alguns anos atrás no Unibanco, tem um casal de amigos por lá que não estarão em casa de dezembro à março.

Ficaremos na casa deles por esse período, pagando metade do valor do aluguel do apartamento e também os custos do período, como gás, energia elétrica, internet, etc.

Pra nós com certeza é uma boa por muitos motivos. O primeiro seria a tranquilidade de ter um prazo maior para encontrarmos uma casa que seja boa para nós, sem pressa. A segunda é estar em uma casa e não em um hotel, o que te dá uma liberdade maior, além de um espaço bem maior. O valor gasto por mês com certeza será menor nesse apartamento do que em um hotel – pelos meus cálculos aqui vamos gastar metade do que gastaríamos no hotel.

Carta de Demissão Entregue

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A vida em 4 malas

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Como eu já tive a chance de dizer no post Passagens Compradas, um dos fatores de escolha na hora da compra das passagens certamente foi a possibilidade de levarmos 4 malas e não somente 2 malas de 23 kg como é o padrão hoje em dia.

De qualquer forma colocar 31 anos de vida em 4 malas está longe de ser uma tarefa simples. Vai ser importante ser prático e levar somente o que realmente precisamos e o que vamos utilizar daqui pra frente, mas em muitos casos é difícil demais deixar o fator emocional de lado.

Presentes de amigos e familiares, souvenirs de viagens, livros da faculdade e pós-graduação, fotos antigas e alguns objetos que temos desde criança são as coisas mais difíceis de decidir se ficam ou se vão com a gente.

Comecei a fazer minhas malas hoje e estou aproveitando esse início de calor pra já empacotar as minhas roupas de frio. Somente as camisetas de manga comprida, blusas, suéteres e agasalhos encheram a primeira mala. Isso sem contar as jaquetas e calças que não couberam! Com certeza vou ter que fazer uma revisão já nessa primeira mala. Se eu mantiver essa média vou precisar de umas 10 malas no mínimo. De qualquer forma é um começo e foi bom ter começado a fazer as malas com bastante antecedência.

E a sensação é muito diferente de uma mudança comum entre cidades aqui no Brasil. Em uma mudança “comum” é mais um cansaço pra desmontar tudo, fazer as malas, etc. Mas no fundo você tem a consciência de que tudo que está na sua casa pode ser levado para a casa nova. Em uma mudança como essa nossa não é isso que vai acontecer. Aquilo que não couber nessas 4 malas ficará pra trás.

Hotel Reservado

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Pelo menos para as duas primeiras semanas em Sydney vamos ter que ficar em algum hotel.

Como a cidade é bastante turística nessa época de reveillon, não encontramos nada muito em conta. O próprio albergue do Hosteling International está cobrando 120 dólares para um quarto privado e 45 dólares por pessoa em quarto coletivo.

Encontramos então o St Marks Lodge que nos pareceu uma boa opção, com custo médio de 83 dólares a diária. Essa será nossa primeira “casa” na Austrália.

Passagens Compradas

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Como se já não bastasse o país ser longe o suficiente daqui, não há voos diretos saindo do Brasil para Austrália. Ainda assim é possível sair do Brasil e chegar às principais cidades australianas com apenas uma escala, assumindo que a saída seja a partir de São Paulo.

As melhores opções seriam as seguintes :

  • Emirates Airlines (São Paulo -> Dubai -> Sydney): Foi a opção mais cara que encontramos. Mas se você é um turista pode querer optar por passar uns dias em Dubai –  Tarifa de 2413.00 dólares + taxas aproximadas de 147.80 dólares.
  • South African Airways (São Paulo -> Joanesburgo -> Sydney): Seria a opção mais barata para compra de voo ida e volta. 1656.00 dólares + taxas de 205.20.
  • Aerolíneas Argentinas (São Paulo -> Buenos Aires -> Auckland -> Sydney): Tem uma escala a mais na Nova Zelândia com preço similar ao que encontrei na South African Airways. 1899.00 dólares + taxas aproximadas de 183.40.
  • Qantas (São Paulo -> Buenos Aires -> Sydney ou São Paulo -> Santiago -> Sydney): A Qantas não opera diretamente no Brasil então os voos para Buenos Aires ou Santiago são feitos pela LAN Chile ou pela British Airways. É a opção mais rápida para se chegar em Sydney, já que o voo direto de Buenos Aires até lá dura em torno de 14,5 horas. Valor de 1663,00 dólares + taxas.

Todas as companhias citadas tem um limite de duas malas de 23 kg por passageiro e o custo por mala extra gira em torno de 150 dólares. Mas tínhamos que considerar que estávamos de mudança e essa quantidade de bagagem é muito pouca.

Entramos em contato então com o IOM (International Organization for Migration) que facilita algumas coisas para o imigrante, inclusive passagem aérea.

Um valor menor é conseguido na passagem se comprado por eles, mas existe a restrição que a passagem deve ser somente de ida para o novo país e esse benefício só pode ser utilizado na viagem para a primeira entrada no país. Além disso a franquia de bagagem é o dobro da convencional, ou seja, 4 malas de 23 kg por passageiro.

O ponto contra o IOM seria o fato de o pagamento ter que ser feito à vista, via uma transferência internacional para a conta deles na Austrália, ou seja, nada de parcelamentos ou financiamentos. Além disso tem o custo da transação bancária, que no HSBC me custou 150 reais.

De qualquer forma achei que valeu à pena e o voo marcado por eles foi justamente o da Qantas via Buenos Aires (1,270 dólares com taxas incluídas), o que na minha opinião também foi um ponto a favor.

Resumindo então: Passagens marcadas para dia 13 de dezembro de 2010 às 8 da manhã, saindo de Guarulhos em direção a Buenos Aires e depois um voo direto pra Sydney. A previsão de chegada lá é dia 14 de dezembro às 7 da manhã horário de Brasília.

É num desses que a gente vai