Que viver em um país de mão-inglesa poderia causar algum tipo de dificuldade a gente já sabia, mas a verdade é que a gente achava que isso estaria presente somente no trânsito em si. E estamos percebendo que o conceito é muito mais abrangente que isso e que está presente em muitos outros aspectos do cotidiano que a gente não imaginava.

Esse post é a primeira parte das curiosidades porque tenho certeza que com o tempo vou descobrir outras, mas tenho que contar as primeiras.

-> Tentar entrar pelo lado errado do ônibus ou do carro já era algo esperado para os primeiros dias. Depois de 10 dias aqui acho que já superamos isso.

-> Olhar para o lado contrário da rua ao atravessar a rua ainda é um pouco estranho. Em avenidas de duas-mãos os carros vêm “do outro lado”, ou seja, devemos olhar primeiro para a direita ao atravessar a rua e não para a esquerda como é o comum no Brasil. Dar sinal para o ônibus ou táxi com a mão esquerda também é esquisito.

-> Mas mesmo pra quem não dirige nem nada a mão-inglesa está presente no dia-a-dia. Para dar passagem para alguém na calçada você também tem que ir para a esquerda, ou seja, se você está andando calçada e vem uma outra pessoa na direção contrária, você tem que dar espaço para ela passar por você pelo seu lado direito. Já demos algumas trombadas na rua por conta disso.

-> Nas escadas rolante a situação é a mesma. Se você não vai andar na escada, tem que ficar parado do lado esquerdo e dar passagem do seu lado direito. Percebemos isso logo no primeiro dia com o pessoal olhando feio pra gente!

-> As ciclovias na praia, como não poderia deixar de ser, também são mão-inglesa, ou seja, se mantenha na pista do lado esquerdo.

-> Outras coisas são curiosas também – não mudam muito no cotidiano, mas são detalhes interessantes. Por exemplo, num drive-thru você também tem que entrar “ao contrário” e fazer a volta no sentido horário para fazer e retirar seu pedido, já que o motorista está sentado do lado direito do carro.

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