Australian Open 2011

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A primeira vantagem de se morar na Austrália: Matar os amigos que gostam de tênis de inveja!

Estaremos no Aberto da Austrália e vou poder completar minha coleção de chaveiros bolinhas.

Ingressos Comprados

 

Chaveiro de Bolinha – Só falta esse pra completar a coleção

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Sequência de Natais e Reveillons Diferentes

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Sempre costumei passar as noites de natal e ano novo em casa, mas nos últimos anos coisas diferentes vem acontecendo e tenho passado essas datas bem longe de casa.

O reveillon de 2008/09 a gente passou em Santiago.

Natal do ano passado a gente passou na Ilha de Páscoa! Achei que dificilmente ia conseguir vencer essa.

Pelo terceiro ano seguido vamos viver uma experiência diferente. Pela primeira vez vamos estar fora do Brasil, mas ainda assim em casa. Longe da família é verdade, mas mesmo assim estaremos na nossa nova casa. Espero que até o final do ano tenhamos essa questão da moradia resolvida.

A vida em 4 malas

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Como eu já tive a chance de dizer no post Passagens Compradas, um dos fatores de escolha na hora da compra das passagens certamente foi a possibilidade de levarmos 4 malas e não somente 2 malas de 23 kg como é o padrão hoje em dia.

De qualquer forma colocar 31 anos de vida em 4 malas está longe de ser uma tarefa simples. Vai ser importante ser prático e levar somente o que realmente precisamos e o que vamos utilizar daqui pra frente, mas em muitos casos é difícil demais deixar o fator emocional de lado.

Presentes de amigos e familiares, souvenirs de viagens, livros da faculdade e pós-graduação, fotos antigas e alguns objetos que temos desde criança são as coisas mais difíceis de decidir se ficam ou se vão com a gente.

Comecei a fazer minhas malas hoje e estou aproveitando esse início de calor pra já empacotar as minhas roupas de frio. Somente as camisetas de manga comprida, blusas, suéteres e agasalhos encheram a primeira mala. Isso sem contar as jaquetas e calças que não couberam! Com certeza vou ter que fazer uma revisão já nessa primeira mala. Se eu mantiver essa média vou precisar de umas 10 malas no mínimo. De qualquer forma é um começo e foi bom ter começado a fazer as malas com bastante antecedência.

E a sensação é muito diferente de uma mudança comum entre cidades aqui no Brasil. Em uma mudança “comum” é mais um cansaço pra desmontar tudo, fazer as malas, etc. Mas no fundo você tem a consciência de que tudo que está na sua casa pode ser levado para a casa nova. Em uma mudança como essa nossa não é isso que vai acontecer. Aquilo que não couber nessas 4 malas ficará pra trás.

Último mês na Dell

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Vim para Porto Alegre em julho de 2005 como consultor. Não sabia exatamente quanto tempo ia ficar por aqui, mas tinha na cabeça algo como um ano no máximo, já que era esse aproximadamente o tempo que havia ficado nas minhas duas últimas alocações: Oracle e PepsiCo.

Tanto achei que não ia ficar muito tempo por aqui que me hospedei em um flat e por lá fui ficando. Não tinha alugado um apartamento nem nada; estava só esperando o dia de ir embora de volta pra São Paulo.

Mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. Em junho de 2006 acabei me tornando funcionário da Dell em tempo integral, aluguei um apartamento, a Tati veio morar comigo e por aqui ficamos desde então.

Dos meu 10 anos de carreira, mais da metadade deles passei aqui em Porto Alegre trabalhando para a Dell e agora esse ciclo está acabando. Hoje entro no meu último mês como funcionário e confesso que vai ser um pouco estranho responder a pergunta “Onde você trabalha?” daqui pra frente. 

19 de novembro, meu último dia na empresa, coloco um post completo com as coisas mais importantes que vivi aqui. Mas ainda tenho um mês pela frente e até lá ainda tenho o direito de assinar como funcionário da Dell.

Caio Maluf Schiefer
IT Business System Analyst
Dell | CORP IT

Hotel Reservado

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Pelo menos para as duas primeiras semanas em Sydney vamos ter que ficar em algum hotel.

Como a cidade é bastante turística nessa época de reveillon, não encontramos nada muito em conta. O próprio albergue do Hosteling International está cobrando 120 dólares para um quarto privado e 45 dólares por pessoa em quarto coletivo.

Encontramos então o St Marks Lodge que nos pareceu uma boa opção, com custo médio de 83 dólares a diária. Essa será nossa primeira “casa” na Austrália.

Passagens Compradas

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Como se já não bastasse o país ser longe o suficiente daqui, não há voos diretos saindo do Brasil para Austrália. Ainda assim é possível sair do Brasil e chegar às principais cidades australianas com apenas uma escala, assumindo que a saída seja a partir de São Paulo.

As melhores opções seriam as seguintes :

  • Emirates Airlines (São Paulo -> Dubai -> Sydney): Foi a opção mais cara que encontramos. Mas se você é um turista pode querer optar por passar uns dias em Dubai –  Tarifa de 2413.00 dólares + taxas aproximadas de 147.80 dólares.
  • South African Airways (São Paulo -> Joanesburgo -> Sydney): Seria a opção mais barata para compra de voo ida e volta. 1656.00 dólares + taxas de 205.20.
  • Aerolíneas Argentinas (São Paulo -> Buenos Aires -> Auckland -> Sydney): Tem uma escala a mais na Nova Zelândia com preço similar ao que encontrei na South African Airways. 1899.00 dólares + taxas aproximadas de 183.40.
  • Qantas (São Paulo -> Buenos Aires -> Sydney ou São Paulo -> Santiago -> Sydney): A Qantas não opera diretamente no Brasil então os voos para Buenos Aires ou Santiago são feitos pela LAN Chile ou pela British Airways. É a opção mais rápida para se chegar em Sydney, já que o voo direto de Buenos Aires até lá dura em torno de 14,5 horas. Valor de 1663,00 dólares + taxas.

Todas as companhias citadas tem um limite de duas malas de 23 kg por passageiro e o custo por mala extra gira em torno de 150 dólares. Mas tínhamos que considerar que estávamos de mudança e essa quantidade de bagagem é muito pouca.

Entramos em contato então com o IOM (International Organization for Migration) que facilita algumas coisas para o imigrante, inclusive passagem aérea.

Um valor menor é conseguido na passagem se comprado por eles, mas existe a restrição que a passagem deve ser somente de ida para o novo país e esse benefício só pode ser utilizado na viagem para a primeira entrada no país. Além disso a franquia de bagagem é o dobro da convencional, ou seja, 4 malas de 23 kg por passageiro.

O ponto contra o IOM seria o fato de o pagamento ter que ser feito à vista, via uma transferência internacional para a conta deles na Austrália, ou seja, nada de parcelamentos ou financiamentos. Além disso tem o custo da transação bancária, que no HSBC me custou 150 reais.

De qualquer forma achei que valeu à pena e o voo marcado por eles foi justamente o da Qantas via Buenos Aires (1,270 dólares com taxas incluídas), o que na minha opinião também foi um ponto a favor.

Resumindo então: Passagens marcadas para dia 13 de dezembro de 2010 às 8 da manhã, saindo de Guarulhos em direção a Buenos Aires e depois um voo direto pra Sydney. A previsão de chegada lá é dia 14 de dezembro às 7 da manhã horário de Brasília.

É num desses que a gente vai

Ouro de Tolo

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” (…)Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa…

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado…

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto “e daí?”
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado… (…)”

Raul Seixas – Ouro de Tolo

Minha decisão de deixar o Brasil e ir viver na Austrália parece ter causado um certo espanto em muitas das pessoas que me cercam. Os principais argumentos que ouço são de que eu estou abrindo mão de tudo que eu conquistei no Brasil para começar uma vida do zero em um lugar distante; que muitas pessoas na minha posição não abandonariam o emprego e a estabilidade que tenho pela incerteza do desemprego em um novo país.

Não vejo dessa forma. Minhas verdadeiras conquistas estarão sempre comigo, onde quer que eu esteja. Não tenho como abrir mão delas:

  • As experiências profissionais que tive jamais serão perdidas. Foram elas que ajudaram a moldar o profissional que eu sou hoje. Sendo assim, para sempre farão parte da minha vida.
  • Minha formação acadêmica – motivo de orgulho para mim e minha família – estará sempre presente no meu caráter, no meu conhecimento e modo de agir. E estará fisicamente representada nos diplomas pendurados na parede do quarto.
  • O convívio com os amigos que conquistei ao longo dos anos também ajudou a formar a pessoa que sou hoje. Aprendi muito com todos e certamente me espelhei em vários deles. Não é porque estou morando longe que meu contato com eles deixará de existir. Hoje já estou fisicamente distante de algum deles e isso definitivamente não acabou com nosso contato e com a importância deles em minha vida.
  • Além disso, a pessoa que mais amo no mundo estará lá junto comigo.

Uma das perguntas mais clichês em entrevistas de emprego são variações de “Como você se vê em 5 anos?“. A verdade é que eu não penso dessa maneira linear; prefiro responder que meu objetivo é estar sempre o mais bem preparado possível para perceber e aproveitar novas oportunidades. Estar sempre atento às mudanças, estar profissionalmente atualizado para contribuir o máximo possível no atual momento e ser capaz propor inovações e fazer parte delas. Em 5 anos serei o melhor profissional e a pessoa mais correta que as minhas atitudes de hoje me levarem.

Foi com esse pensamento que eu procurei ter a melhor formação acadêmica possível, estudar novos idiomas, trabalhar para empresas mundialmente reconhecidas e atingir importantes certificações profissionais na minha área de atuação.

Uma janela de oportunidade então se abre para mim: um país com índices altíssimos de qualidade de vida buscando sanar uma escassez de mão de obra em uma determinada área – coincidentemente a minha – abre suas portas para profissionais do mundo todo que possuam as características e qualificações necessárias para ajudá-los a resolver esse problema.

Eu tinha os requisitos necessários. Tinha as certificações profissionais necessárias para comprovar minha qualificação em tal área. Havia conseguido também a certificação do idioma inglês por eles exigida. Como então não aproveitar essa oportunidade?

Talvez não tenha sido tão fácil de conseguir como Raul Seixas menciona na música, mas com certeza hoje tenho coisas novas para conquistar e me acomodar nesse momento seria um erro.

Deixar-se apegar por bens materiais e medir seu sucesso na vida por eles também não é correto. Não venci na vida porque tenho um carro do ano, mas sim porque hoje tenho condições de viver as experiências que me propus a buscar, de enxergar as oportunidades que me aparecem e a consciência de nunca me acomodar.

” (…) Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar… (…) “

http://www.youtube.com/v/cn0S56WPkjQ?fs=1&hl=en_US

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