Um ano de Austrália! Coisas que dão saudades.

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Há exatamente um ano chegávamos aqui. Vou fazer um post mais sério com um balanço de tudo o que aconteceu por aqui nos últimos 365 dias, mas hoje é dia de festa, comemoração, saudades, etc. Então o post sério fica pra um futuro breve … Hoje eu quero escrever as coisas que eu mais senti falta por aqui. Curiosamente a maioria é relacionada a comida!

  • Chocotone (Aqui existe o Panetone tradicional em alguns poucos lugares, mas não de chocolate).
  • Brahma Black.
  • Sushi SEM Abacate (pra que meter abacate em tudo?).
  • Hambúrguer SEM beterraba (Qual o sentido de se colocar beterraba em sanduíches?).
  • Cachorro-quente em pão de hot-dog e não em pão de forma (Não faz nenhum sentido colocar salsicha em pão de forma).
  • Dirigir do lado certo do carro.
  • Dirigir do lado certo da rua.
  • Pagar pouco de aluguel.
  • Pagar pouco em qualquer coisa que seja.
  • Pão de queijo.
  • Pão francês.
  • Futebol na TV.
  • Pastel de feira.
  • Pizza 4 queijos.
  • Entender tudo que se fala na TV.
  • Entender tudo que se fala na rua.
  • Entender tudo que falam no trabalho.
  • Entender tudo que falam na faculdade.
  • Porteiro no prédio.
  • Faxineira.
  • Ir no shopping de noite (aqui fecha tudo 5pm. Somente de quinta-feira até 9pm).
  • Pipoca doce do Cinemark.
  • Café Colonial na serra.
  • Todos os restaurantes de São Paulo.
  • Todos os restaurantes de Porto Alegre.
  • Picanha mal passada.
  • Costelão.
  • Fraldinha / Vazio.
  • Correio que funcione.
  • Propagandas boas na TV.
  • Poder marcar consulta em médicos especialistas (Só pode se o clínico geral te encaminhar com uma carta).
  • Ir no médico e ser tratado / medicado (Acho que tudo aqui se trata com analgésico e só).
  • Morar perto de algum outro lugar do planeta.
  • E claro … todos os amigos e familiares!!!
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Seis meses na Austrália

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Pois é, o tempo passou rápido mesmo. Essa semana completam seis meses que a gente nos mudou pra cá! Esse primeiro semestre foi bastante intenso e pode ser divididos em basicamente duas fases na minha opinião:

A primeira foi quando a gente chegou por aqui e ainda não tinha nem casa, nem emprego, nem nada basicamente. Foi um período interessante onde era absolutamente tudo novo e a cada minuto que passava uma coisa nova era aprendida – estavamos focados em conseguir toda a nossa documentação, abrir conta em banco, conhecer a cidade, definir o bairro que queríamos morar, achar efetivamente um apartamento, conhecer novas pessoas, rever velhos amigos … e conseguir um emprego .

A segunda fase começou depois do emprego australiano arrumado. Pra mim foi bastante interessante participar dos processos de seleção locais, que em vários aspectos são bem diferentes dos brasileiros. Além disso, vivenciar um ambiente de trabalho diferente, ter que abrir minha própria empresa, entender da tributação local e discutir alguns detalhes com o contador e, principalmente, participar de um projeto do começo ao fim em um país totalmente novo foi muito importante. De qualquer forma conciliar dois empregos não foi/é das tarefas mais simples e é algo que eu não recomendo!

Ainda durante a segunda fase se deu a busca da nossa casa por aqui, as dificuldades pra alugar um imóvel, compra dos móveis, eletrodomésticos etc. Não é fácil pra quem vem de uma cidade grande do Brasil se acostumar com o ritmo muito lento que as coisas acontecem por aqui. Apesar de Sydney ser uma cidade enorme, as coisas no país acontecem de maneira muito vagarosa; tudo fecha muito cedo; tudo demora pra ser entregue; o customer care de todo tipo de serviço é muito pior que o brasileiro e na maioria das vezes tudo é muito caro. Foi uma batalha pra termos nossos móveis entregues (sofá foi entregue com 2 meses de atraso), nossos celulares habilitados numa conta pós-paga (o da Tati demorou 5 meses) e nossa internet funcionando em casa (quase 2 meses pagando sem a internet funcionar).

A segunda fase está terminando. Mês que vem se encerra meu contrato de trabalho local e decidi por não renovar, vou ficar com o meu trabalho remoto pra Stefanini/Dell somente. Também no mês de julho se encerra o curso atual de inglês da Tati. Recebi muitos “conselhos” de que talvez não fosse essa a melhor decisão, que caso eu optasse por ficar num emprego local (ao invés de um emprego remoto no Brasil) eu ganharia um salário melhor e me acostumaria mais rápido com a cultura local, idioma, etc.

Financeiramente falando é verdade, mas meu objetivo maior aqui nunca foi ganhar mais, nem ficar “rico”. Na questão de adaptação a cultura local eu acredito que existem muitos outros aspectos, além do profissional, que eu ainda preciso e quero conhecer. Além disso, já tive minha experiência profissional e já paguei muito (muito mesmo!) imposto aqui esse ano. Fora que ainda não aprendi a surfar, não sei dirigir do lado errado ainda e nem sequer vi um canguru! Tenho muita coisa fora do trabalho pra fazer aqui ainda.

Meu foco agora então será conhecer e aproveitar um pouco mais a cidade e o país (já temos algumas viagens programadas até o final do ano), quero fazer mestrado ano que vem e para isso preciso estudar inglês e tirar uma boa nota no IELTS acadêmico. Preciso tirar carteira de motorista e comprar um carro, já que simplesmente não dá pra contar com transporte público nos finais de semana por aqui. E claro, quero voltar a jogar tênis o quanto antes – existem duas academias de tênis bem legais perto de casa e esse é um dos objetivos principais da terceira fase! Espero que seja um bom segundo semestre.

Trem para o aeroporto

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Principalmente pra quem mora em São Paulo e viaja muito de avião, a idéia de se ter uma estação de metrô no aeroporto, como é de praxe em muitas outras cidades grandes do mundo, agrada e muito. Mas vivendo em uma cidade onde isso existe, comecei a me perguntar se isso funcionaria de maneira eficaz no Brasil.

Aqui em Sydney existe um aeroporto com 2 terminais, um doméstico e outro internacional, cada um com sua própria estação de trem. O preço do ticket é diferenciado e o passe semanal/mensal não pode ser usado para se embarcar/desembarcar nessas duas estações – existe uma taxa extra de aproximadamente 15 dólares para cada embarque ou desembarque nessas estações, ou seja, 30 dólares por pessoa pra ir e voltar de trem de casa até o aeroporto. Isso não chega exatamente a ser um problema (a não ser que você trabalhe no aeroporto e precise usar esse meio de transporte diariamente), já que um táxi do aeroporto até o centro da cidade deve ficar em torno de 100 dólares por trecho.

Para se seguir de trem até o aeroporto existe a necessidade de se fazer uma baldeação na Central Station, certamente a maior e mais movimentada da cidade. E andando pela estação você consegue facilmente identificar quem está indo para o aeroporto ou não: turistas com malas enormes, mochileiros, executivos com pastas e laptops, etc. Um viajante nunca passa despercebido.

Dito isso, fico me perguntando se eu sairia de casa em São Paulo, com uma mala cheia, documentos originais necessários para o embarque, passaporte, notebook, etc., pegaria o metrô no Ipiranga, faria baldeação na Ana Rosa, depois na estação da Sé e desembarcaria no aeroporto de Guarulhos. Aqui em Sydney talvez não exista esse problema, mas em São Paulo com certeza eu seria um alvo fácil de assalto pelo caminho todo. E numa viagem, seja ela de turismo ou de negócios, você carrega consigo coisas importantes e que com certeza você não está disposto a arriscar. Já é muito comum assalto a táxis saindo do aeroporto de Congonhas em São Paulo, onde o foco é o roubo de laptops, celulares e outros equipamentos eletrônicos – tenho certeza que pegando o metrô você se torna um alvo mais fácil ainda.

Mas enfim, como parece muito distante ainda o dia em que teremos estações de metrô nos aeroportos de São Paulo, não vou me alongar muito mais no assunto. Vou aproveitando por aqui a possibilidade de pegar o trem na porta de casa, descer na estação do aeroporto, subir na escada rolante e já sair direto na fila do check-in.

Nossa Casa

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Demorou um pouco mais do que a gente imaginava, mas já estamos no nosso apartamento alugado há alguns meses. Agora com tudo resolvido e com ele todo mobiliado fica mais fácil de escrever sobre ele.

Como eu já tinha falado antes o processo de locação de imóveis por aqui não é dos mais simples. O número de locais disponíveis é menor do que a demanda por moradia, o que implica em alto custo do aluguel e uma enorme disputa pelos apartamentos vagos. Lei da oferta e procura.

A gente já havia decidido morar no bairro de Artarmon – foi o que nos agradou mais entre aqueles que visitamos. É um bairro ao norte do centro da cidade, fácil acesso via trêm e perto dos locais que precisávamos: apenas 1 estação de trêm do meu trabalho, 6 ou 7 estações do centro, onde quase tudo acontece. É um bairro de “colonização” chinesa primordialmente, assim como a maioria aqui na redondeza. É mais fácil ouvir chinês na rua que inglês.

Eu havia tirado uma sexta-feira de folga e ido para Melbourne assistir aos jogos do Australian Open. Logo pela manhã meu celular toca e era a corretora dizendo que nossa aplicação havia sido aprovada – depois de tantas ligações e emails recusando nossas aplicações, foi um alívio e uma felicidade ouvir a famosa frase “I am glad to inform that your application has been approved“. Achei que estava tudo bem e que resolveria o pagamento e a burocracia na segunda-feira quando retornasse à Sydney.

Claro que não foi assim. A gente tinha oferecido 4 meses de pagamento adiantado de aluguel na nossa aplicação e a corretora queria o pagamento fosse feito imediatamente, caso contrário ela abriria novamente o apartamento para inspeção.

Foi uma correria danada bem na nossa folga e tivemos que efetuar o pagamento em dinheiro para que a compensação fosse rápida. Mas mesmo em dinheiro, a compensação não é processada no mesmo dia aqui na Austrália e a corretora acabou abrindo o apartamento para inspeção mais uma vez. De qualquer maneira ela confirmou o pagamento na segunda-feira pela manhã e assegurou o apartamento pra gente.

O contrato de aluguel é válido por um ano – o padrão aqui são contratos de 6 ou 12 meses. Como a concorrência é grande eles se aproveitam de contratos de curta duração para aumentar o preço com certa frequência. Mesmo que você queira fazer inicialmente um contrato de longa duração, o pessoal não aceita.

Algumas fotos de como ficou a nossa casa já devidamente mobiliada:

Emprego(s)

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Muita coisa pra colocar em dia aqui no blog – vamos por ordem de acontecimento.

Emprego.

Antes de sair do Brasil eu já tinha conseguido acertar um contrato de prestação de serviços com a Dell no Brasil via Stefanini, no qual eu trabalharia de remotamente aqui da Austrália, o que foi ótimo pra mim. Consegui acertar um salário que eu acreditava ser suficiente pra viver por aqui e, apesar do preço absurdo de muitas coisas por aqui, ainda acredito que seja suficiente. E além de tudo continuaria trabalhando para um lugar que eu já conheço e com pessoas que eu gosto.

Eu acreditava estar tudo em ordem, mas a verdade é que um vínculo empregatício no Brasil não serve como comprovação de renda para absolutamente nada aqui e isso estava começando a me prejudicar um pouco já. Nenhuma aplicação para locação de apartamento estava sendo aprovada com essa justificativa e nem mesmo um celular pós-pago eu estava conseguindo comprar. Todos os corretores de imóveis nos deram basicamente o mesmo feedback: Sem um emprego local e sem histórico de locação eu não ia conseguir nada.

Voltei então a entrar em contato com alguns dos recrutadores com os quais eu já havia conversado anteriormente enquanto estava no Brasil. A recepção foi super boa e em menos de uma semana acabaram surgindo oportunidades interessantes de trabalho, que me dariam um subsídio financeiro bom para poder alugar um apartamento e que também me permitiriam manter o meu trabalho remoto para a Dell.

A proposta aceita foi de um projeto de 6 meses na Australian Hearing, uma empresa que fabrica aparelhos para surdez. É uma empresa bastante interessante, que provê esse tipo de aparelho somente para pessoas abaixo de 21 anos ou acima de 65 e que recebe o pagamento dos aparelhos direto do governo via sistema público de saúde.

Sim! Aqui os aparelhos de audição, que custam entre 1,5 e 10 mil dólares, também são providos gratuitamente pelo governo, pelo menos para essa faixa da população.

O dia-a-dia vem sendo bastante corrido, já que passo toda a manhã na empresa e também o início da tarde. Chego em casa e inicio então minha segunda jornada de trabalho até mais ou menos a meia-noite.

Tem sido cansativo, mas tem valido a pena. Tenho conseguido conciliar um pouco de experiência no mercado de trabalho local, com um salário extra em dólar, com meu trabalho anterior.

Twitando sobre meu próprio Twitter

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Pra que nunca percebeu, tem uma coluninha aí do lado direito do blog com meus tweets. Coisas pequenas do dia-a-dia que não dão pra gerar um post inteiro.

E a saúde, como vai?

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Nos primeiros dias tivemos algumas dificuldades para encontrar os alimentos que, principalmente eu, posso comer. Até ontem não tínhamos encontrado um lugar onde pudéssemos comprar frutas, verduras e legumes por um preço mínimamente aceitável.

Mas hoje fomos até Chinatown, uma das muitas miniaturas da China espalhadas pelo mundo, e lá encontramos o Paddy’s Market – na verdade a nossa amiga Fernanda já tinha feito parte das compras de Natal lá e nos indicou o lugar. O mercado sim é uma confusão enorme, e em sua maior parte vende roupas, souvenirs e outras bugigangas de origem suspeita. Mas existe uma seção menor que parece bastante uma feira livre paulistana, mas em uma escala um pouco menor.

De qualquer forma lá finalmente conseguimos encontrar coisas com preços aceitáveis – frutas e verduras pela metade do preço do que costumamos encontrar nos supermercados. Ainda assim é melhor nem tentar converter os valores para Real. Como diz o velho ditado do viajante: “Quem converte, não se diverte”. Na verdade com a desvalorização do Dólar Americano perante o Real, ficou ruim a cotação do Dólar Australiano também. Até meados de agosto a cotação do Dólar Australiano era de aproximadamente R$ 1,50 e hoje é até um pouquinho mais alta que a do próprio Dólar Americano, em torno de R$ 1,71.

Não poder comer carne vermelha aqui realmente não é problema nenhum. A carne bovina é de qualidade baixa e bastante cara. Para comprar peças mais nobres de carne bovina, pelo menos no supermercado, você não vai gastar menos de 30 Dólares por quilo e ainda vai sair reclamando da qualidade.

Peixe e frango são as melhores opções. Boa qualidade e preços mais acessíveis do que a carne bovina.

Com relação a minha intolerância à lactose, andei absusando agora nos primeiros dias, comendo pizza e chocolate. Já paguei o (alto) preço dessas escapadas e é hora de voltar a me controlar.

Não achei até agora grande variedade de leite de soja à venda. Somente um com gosto de baunilha, que é absolutamente horrível e um de chocolate que ainda não experimentei. Nunca achei que fosse dizer (escrever no caso) isso na vida, mas bem que podia ter Ades de banana, coco e maracujá pra vender por aqui! Já leite sem lactose foi fácil de achar, até mesmo uma versão desnatada. Creme de leite sem lactose também tem sido uma opção por aqui e com preços similares ao do leite convencional.


Café da manhã dos campeões (?)

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