Stephen Hawking

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Ontem fomos assistir “An evening with Stephen Hawking” no Opera House, palestra curta do professor Hawking sobre sua vida e obra, organizada pela Universidade de New South Wales (UNSW).

Achei a palestra muito curta, apenas quarenta minutos. Queria ter ouvido muito mais, mas no fundo não era isso que importava.

O simples fato dele, um portador de ALS, aparecer como um holograma do palco do Sydney Opera House, endereçando um público de duas mil pessoas desde a universidade de Cambridge (Inglaterra), comunicando-se através de um software (EZ Keys da Words Plus) que o permite escolher caracteres em uma tela de tablet por um sensor infra-vermelho que detecta pequenas movimentações em sua face (mais especificamente bochecha direita), discutir tópicos como entropia de buraco negro e responder perguntas ao vivo do público presente, por si só, já é uma ode à ciência e tecnologia.

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Feliz Ano Novo!

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Diferentemente do ano passado, quando ficamos perto da Harbour Bridge por várias horas até o momento da queima de fogos, esse ano optamos por algo bem mais tranquilo: Passamos a virada num barco, com vários de nossos amigos locais, com uma vista bastante privilegiada e com muita comida e bebida!

Assistir a queima de fogos um pouco mais de longe te dá uma ideia bem melhor do show em si. Com certeza valeu a pena.

Primeiro Show no Opera House

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O Opera House é provavelmente o símbolo mais conhecido de Sydney e, possivelmente de toda a Austrália – mas o fato é que ainda não tínhamos visitado-na internamente e muito menos assistido algum espetáculo lá.

São poucos os shows mais “pop” que ocorrem no Opera House e ainda assim essas apresentações têm algumas restrições e são performadas ou com música clássica ou então de maneira acústica – foi o caso do show que a gente foi nessa última segunda-feira: Bryan Adams acústico.

O Sydney Opera House é um complexo com algumas salas, sendo o Concert Hall o maior e mais importante, com pouco menos de 3 mil lugares. É na verdade um teatro e, quando da ocorrência de shows, não é de esperar um telão no local, por exemplo. Mas a sala em si é linda, limpa, confortável e a acústica se mostrou incrível.

Existem algumas outras salas menores: o Opera Theatre para aproximadamente 1,5 mil pessoas e o Drama Theatre para 500 pessoas. Uma outra “sala” interessante é o Forecourt, que como o próprio nome diz, é toda aquela parte externa do complexo – muitas apresentações e shows grandes aconteceram por lá. Desde que chegamos aqui dois shows chamaram mais a atenção, que foi o show do Sting e também uma gravação para a última temporada do programa da Oprah Winfrey, acarretando no ridículo trocadilho de “Oprah House”. Mas enfim, o Forecourt foi fechado na metade desse ano para reforma e assim vai ficar até 2014.

A localização do Opera House também é das melhores. Fica perto da estação de trem de Circular Quay e, por ser o ponto turístico mais importante da cidade, a infra-estrutura ao redor do local é ótima; restaurantes de todos os níveis são encontrados no entorno do complexo, desde os mais famosos da cidade até diversos tipo de fast food – no próprio Opera House existem bares e restaurantes.

A grande verdade é que o Opera House, enquanto complexo de entretenimento, é focado em um público diferenciado, já que a maior parte dos eventos que lá ocorrem são apresentações de música clássica, ópera, ballet e peças mais clássicas de teatro. Além disso, devido ao fato de ser o ponto turístico sempre em foco da cidade, existe um cuidado redobrado para que tudo lá esteja sempre impecável e que chame mesmo a atenção dos visitantes que por lá passam – e nós, quando temos a oportunidade de assistirmos um show mais popular, nos beneficiamos de tudo isso. Com certeza é uma ótima experiência e espero repetir sempre que puder.



Shows do segundo semestre

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Próximos shows já com ingressos comprados:

  • Stevie Nicks – Sydney Enterteinment Centre – Novembro.
  • Chris Cornell – Sydney Opera House – Outubro.
  • Van Halen – Parramata Old Kings Oval- Setembro.
  • Bryan Adams – Sydney Opera House – Setembro.
  • Foo Fighters – Sydney Football Stadium – Dezembro.
Post Atualizado em 01 de agosto.

ATP de Sydney 2011

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Já estamos no final de maio, torneio de Roland Garros em sua metade e eu ainda não tinha escrito sobre os eventos de tênis de início de ano na Austrália. Para aqueles que já sabem que tênis é o melhor esporte do mundo, a Austrália em janeiro é definitivamente o lugar pra se estar.

Existem 4 principais torneios de tênis durante o ano, o chamado Grand Slam, a saber: Aberto da Austrália (Melbourne em Janeiro), Roland Garros (Paris em Maio), Wimbledon (Londres em Junho) e o aberto dos Estados Unidos (Nova York, normalmente em agosto) e uma série de torneios preparatórios para esses grandes eventos, realizados nas semanas que os antecedem, mais ou menos na mesma região, no mesmo tipo de quadra, com a mesma marca de bolas, etc.

Um dos torneios preparatórios para o Aberto da Austrália é justamente o ATP de Sydney, que acontece na semana anterior ao evento em Melbourne. O torneio é bastante interessante e é jogado tanto por homens quanto por mulheres (não são todos os torneios de tênis que são jogados dessa forma, grande parte deles são jogados ou por homens ou por mulheres) e esse ano atraiu 8 das 10 primeiras mulheres do ranking, apesar de nenhum top10 masculino.

O ATP de Sydney é realizado no Sydney Olympic Park, um complexo gigantesco onde foram realizados os jogos de 2000. O parque é um pouco afastado do centro da cidade, aproximadamente 40 minutos de trem, mas de qualquer forma é interessante ver como ele foi concebido e vem sendo reusado depois das olimpíadas: muitos dos eventos esportivos passaram a ser disputados por lá, assim como uma parte significativa dos shows, concertos e outros tipos de evento.

E é sempre interessante estar em um lugar onde a história do esporte aconteceu. Na quadra central do complexo de tênis, lembro que Kafelnikov ganhou do Guga por 2×0 e caminhou tranquilo pra final, onde venceu Tommy Haas, que nas semi-finais venceu Roger Federer (na época apenas um promissor jogador, quem diria). Kafelnikov ficou com o ouro e o Federer, incrivelmente, perdeu a disputa do bronze para um francês, que sinceramente nem me lembro o nome.

Apesar do parque olímpico ser um pouco fora de mão pra quem mora mais perto do centro, assistir à alguns jogos do torneio é uma experiência interessante. O local tem um infraestrutura excelente, apesar da comida das barracas e lanchonetes ao redor não ser das melhores! O custo não é dos mais altos, em torno de 45 dólares o ingresso para a quadra central – caso você só queira assistir aos jogos das quadras secundárias durante a semana, o chamado ground pass estava apenas 9 dólares.

Na semana seguinte embarcamos pra Melbourne para o Aberto da Austrália, que fica para o próximo post! De qualquer forma, aproveitando que Roland Garros está acontecendo justamente nessas duas semanas, caso interesse, fica o relato da nossa passagem por lá em 2008 para a partida de despedida do Guga: http://www.jetlag.com.br/?p=31

Iron Maiden, Jethro Tull, (não) The Cure, etc.

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Dando sequência a temporada de shows na Austrália, fomos ao show do Iron Maiden, Jethro Tull e não conseguimos comprar ingresso para o show do The Cure. Vamos aos fatos:

Iron Maiden

Os ingressos para o show do Iron Maiden eu já tinha comprado do Brasil pelo site da Ticketmaster, pedindo para retirar pessoalmente no local do show. Sem problemas no momento de retirá-los.

O show foi no Sydney Entertainment Centre, um local razoávelmente grande, com capacidade para aproximadamente 12 mil pessoas e perto da Central Station do trem. A região tem uma infra-estrutura boa, perto de Chinatown e com vários restaurantes ao redor. No próprio local existe um McDonalds também.

Não tem como não dizer que é mais fácil ir em eventos desse porte por aqui do que no Brasil; a maior parte dos locais de show são perto de estações de trêm e muitas vezes o ingresso para o evento inclui o transporte coletivo. Além disso, entar nos locais é sempre mais tranquilo que no Brasil – pelo menos nos shows que fomos até agora não existe revista na entrada nem nada.

Sobre o show não existem reclamações a serem feitas. Com certeza a turnê “The Final Frontier” não tem o mesmo repertório espetacular de “Somewhere Back in Time“, mas mostra que o Iron Maiden ainda é capaz de novas produções com a mesma qualidade. De qualquer forma os rumores que essa seja a última turnê da banda aumentam a cada dia.

Jethro Tull

Também compramos os ingressos pela Ticketmaster e recebemos os ingressos em 3 dias em casa, incrivelmente sem taxa de entrega.

O show foi no Sydney State Theatre, um teatro construído na década de 20 e que ainda se mantém basicamente igual! É uma experiência interessante observar uma decoração tão antiga ainda em uso. A localização do teatro é excelente também, praticamente na mesma quadra da Town Hall Station – muito fácil. Já no quesito infra-estrutura fica um pouco a dever para locais mais novos: existe apenas um pequeno café dentro do local e como se sabe, tudo aqui no centro da cidade fecha pontualmente às 5 da tarde, ou seja, apesar de existir shoppings e locais bons para comer ao redor do teatro, na hora do show já estão todos fechados.

Eu particularmente gostei muito da acústica do lugar, perfeita durante todo o show. Jethro Tull certamente não é o tipo de banda que agrada a todos os gostos, mas alguém que consegue se tornar um ícone do Rock mundial, como Ian Anderson, simplesmente cantando, tocando flauta e bandolin merece respeito! O show foi muito bom e a maioria dos clássicos foi tocada, mas infelizmente uma de minhas favoritas “Too old too rock n roll: Too young to die” ficou de fora dessa vez.

The Cure

Mesmo para os grandes shows, como o do U2 que teve aqui no ano passado, não parece existir uma grande dificuldade para se comprar ingressos. A exceção com certeza é quando o show acontece no Opera House. Os ingressos para os dois dias de show do The Cure acabaram em apenas 6 minutos.

A mesma coisa já tinha acontecido no show do Sting em janeiro; 4 dias de shows esgotados em menos de uma hora. O mesmo “fenônemo” não ocorreu nas outras cidades em que o show também aconteceu. Se você quisesse assistir o show em Melbourne ou em Perth seria mais fácil, até os últimos dias antes do show ainda havia ingressos à venda.

Pela agenda do Opera House, praticamente não existem muitos espetáculos mais “mundanos” como shows de rock, somente espetáculos mais clássicos, como ballet, orquestras sinfônicas, etc. Nas raras oportunidades em que eles ocorrem os ingressos parecem se esgotar quase que imediatamente.

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De uma forma geral Sydney tem uma agenda de shows e eventos um pouco abaixo da expectativa (ou pelo menos da minha expectativa) quando comparada à outros grandes centros. Nem de longe se pode sequer tentar comparar a qualidade e infra-estrutura dos locais em Nova York ou Londres com os encontrados aqui. Da mesma forma o número de eventos que acontecem aqui são menores.

Um local como o Sydney Entertainment Centre é muito mais comparável com o Credicard Hall de São Paulo do que ao The O2 Arena de Londres, por exemplo, em termos de infra-estrutura. A grande vantagem daqui é você poder ir e voltar com calma do local, utilizando transporte coletivo, com os shows começando e terminando precisamente nos horários pré-determinados. Mesmo quando os eventos são em estádios é possível chegar e sair do local com calma, pegar o ônibus ou trêm e voltar tranquilamente pra casa. Nada de pagar R$150,00 para um flanelhinha para poder estacionar seu carro perto de um estádio.

Se você for pensar somente em termos de agenda de shows, São Paulo e Rio de Janeiro parecem hoje ser um centro melhor que Sydney. Na minha visão existe uma “carência” maior por eventos desse porte no Brasil do que aqui na Austrália em geral, além de um número maior de pessoas que tiveram uma melhora substancial em suas rendas nos últimos tempos e que estão dispostas a gastar mais dinheiro em diversão.

Basta comparar o número de eventos no Brasil nos últimos anos e o aumento absurdo do preço dos ingressos para qualquer tipo de show que seja – mesmo em dólar o valor do ingresso no Brasil para os shows do U2 e Bon Jovi, por exemplo, foram mais caros no Brasil do que na Austrália. Isso faz com que esses centros sejam hoje até mais atrativos financeiramente para os artistas do que Sydney. Acho que um bom exemplo é o próprio Paul McCartney que volta ao Brasil para show no Rio de Janeiro, menos de 6 meses depois de sua última passagem pelo Brasil.

Reveillon em Sydney

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Toda virada de ano costuma ser igual. A gente acorda no dia 31, liga a TV e está passando algum tele-jornal, sempre com aquele mesmo tipo de chamada: “Já é ano novo na Austrália! Sydney recebe o ano novo com fantástica queima de fogos na famosa ponte da baía de Sydney”. Todo ano costuma ser igual, mas não esse, pelo menos não pra nós. Esse ano a gente estava do lado de cá.

2011 se aproximando

Como não poderia deixar de ser no nosso primeiro reveillon aqui na Austrália, quisemos ver a queima de fogos na Harbour Bridge e, de preferência, ficar bem de frente ao Opera House. Durante a semana a gente já vinha lendo na internet e assistindo na TV que quem quisesse ficar perto do Opera House teria que chegar cedo ao local. Até aí nenhuma novidade – nos programamos então para chegar lá em torno das duas da tarde.

Pegamos o ônibus em direção ao Circular Quay, cerca de 40 minutos aqui de casa. Muitas campanhas na televisão pedindo para usar somente transporte coletivo, inclusive porque na saída do evento o transporte público seria gratuito. Nem precisava pedir, já que a gente não tem carro mesmo! Mas de qualquer maneira o transporte coletivo em Sydney, apesar do alto custo, funciona bem e é confortável. Quase a totalidade dos ônibus possui ar-condicionado, assentos estofados e os motoristas não permitem superlotação. O metrô, que na verdade é um trem de dois andares, também é bastante confortável, apesar de um pouco lento.

Chegando lá, passamos pelo processo de revista, já que não era permitida a entrada de bebida alcoólica, assim como nenhuma embalagem de vidro. Parece que isso é uma resolução nova, já que muita confusão e muitas prisões estavam acontecendo nos últimos anos. Esse ano em uma festa para 1,5 milhões somente 14 incidentes foram registrados – pelo menos foi isso que eu entendi na televisão! hehe!

Mas mal sabíamos que duas da tarde já era tarde demais para chegar lá. Toda a área ao redor do Opera House já estava lotada e a polícia não estava mais deixando ninguém passar. Tivemos que nos contentar com a vista apenas da Harbour Bridge, mas tudo bem.

O problema maior é que estava muito calor e estávamos lá desde as duas da tarde. Ficar embaixo do sol por mais de 10 horas cercado por mais de 1 milhão de pessoas não é das coisas mais agradáveis do mundo. Dá uma olhada como a gente estava confortável:

10 horas no sol e nesse aperto

A primeira queima de fogos começou às 9 da noite – a chamada queima de fogos pra família. Havia muita reclamação das famílias com criança pequena e agora, em vários bairros da cidade, existem comemorações mais cedo para as famílias. Algumas até antes, em torno das 5 da tarde.

Depois disso já era noite e foi um pouco mais fácil de aguentar. Três horas de ansiedade até a queima de fogos oficial.

Meia-noite então começa o ápice da festa, uma queima de fogos muito bonita de aproximadamente 12 minutos. Cada ano com um tema diferente, a de 2001 era “Make your Mark”. Mas a verdade é que uma visão somente da ponte não dá uma idéia total da grandiosidade da queima de fogos, já que ela é um evento maior, ou seja, uma sincronização entre os fogos na ponte, no Opera House, hotéis nos arredores e alguns outros locais nas redondezas – uma visão mais de longe, como são as fotos jornalísticas e os vídeos que sempre vemos na TV, talvez fosse ainda mais impressionante.

Linda queima de fogos na Harbour Bridge

Diferentemente do Brasil, onde a festa começa após a queima de fogos, com shows nas praias, etc. aqui acaba. Fogos finalizados e todo mundo em direção ao trem para ir pra pra casa. Claro que existem muitos bares e casas noturnas na região que lotaram logo após o final da queima de fogos, mas a grande maioria das pessoas estava seguindo para o trem e indo embora.

Apesar da quantidade absurda de pessoas nos arredores, a saída até que foi tranquila e em pouco mais de 1 hora já estávamos em casa de volta.

Foi uma experiência que com certeza valeu à pena, mas ano que vem talvez prefira voltar a ver pela televisão. Ou então em alguns dos barcos e restaurantes que estavam cobrando mais de mil dólares por pessoa. Ficar em uma das coberturas gigantes de frente pra baía de Sydney também não está fora de cogitação. 🙂

Será que valia a pena estar nesses barcos?

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