Aproveitando essa onde de protestos recentes (no Brasil e ao redor do mundo), aproveitei para dar uma pesquisada nos dados referentes à infra-estrutura brasileira quando comparada com outras economias. E claro, sem fugir do tema do blog, tentar fazer um paralelo de como as coisas são na Austrália.

A principal fonte é o gigantesco relatório anual de competitividade global do Fórum Econômico Mundial (WEF) de 2013, um documento de aproximadamente 600 que basicamente analisa as 144 economias mais importantes e ranqueia os países em diversos quesitos.

No que se refere ao ranking de infraestrutura:

  • Qualidade dos Portos: Brasil 135º e Austrália 38º
  • Qualidade dos Aeroportos: Brasil 134º e Austrália 29º
  • Qualidade das Rodovias: Brasil 123º e Austrália 36º
  • Qualidade das Ferrovias: Brasil 100º e Austrália 28º

Claramente os dados mostram que a infraestrutura australiana supera à brasileira, mas de qualquer forma os dados australianos não chegam a ser expressivos quando comparados à outros países do chamado primeiro mundo.

Existe uma seção com os perfis de cada país e em uma sub-seção do perfil é mostrado um gráfico com os maiores problemas para se fazer negócios nos países. Sem surpresa alguma imposto excessivo e falta de infraestrutura adequada são os principais itens. Já na Austrália a legislação trabalhista altamente restritiva e o excesso de burocracia governamental são mostrados como os principais entraves para se fazer negócios por aqui.

O relatório traz também alguns dados do que ele categoriza como “pilares institucionais” e nesse quesito a diferença entre os países é tão grande quanto.

  • Comportamento Ético das Empresas: Brasil 84º e Austrália 11º
  • Eficácia dos Processos de Auditoria: Brasil 42º e Austrália
  • Confiança na Força Policial: Brasil 60º e Austrália 12º
  • Confiança do Povo em seus Políticos: Brasil 121º e Austrália 27º
  • Custo do Crime e Violência nos Negócios: Brasil 122º e Austrália 21º

Nesse ponto dos pilares institucionais a Austrália tem um destaque global maior e evidência mais claramente as diferenças culturais. O custo da violência para o país é um dado interessante também.

Informações referentes à saúde pública, educação, eficácia de mão-de-obra, etc. também são detalhados no relatório. Quem tiver tempo e paciência e gostar de analisar dados, é uma leitura que vale à pena.

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