Nessa terceira e última parte do post gostaria de falar um pouco sobre as minhas intenções em termos de estudo por aqui; também um pouco mais da minha experiência efetivamente como estudante nos últimos meses.

Como já devo ter deixado transparecer anteriormente, ter uma experiência diferente em várias frentes é o que venho buscando por aqui. E no quesito ‘estudo’ a Austrália é um lugar dos mais interessantes pela quantidade de estudantes estrangeiros que a gente encontra no dia-a-dia; e os professores parecem usar esse fator de maneira adequada. A primeira disciplina que cursei aqui se chamava “Global Project Management” e a turma tinha pouco menos de 30 alunos – a parte interessante é que os alunos vinham de 14 países diferentes e, numa disciplina onde se foca em diferenças culturais e métodos de trabalho, ter pessoas de tantos locais distintos é um grande ganho.  Além disso, nos trabalhos em grupo, o professor que por sinal era brasileiro, fez questão de dividir os grupos de tal modo que essa diversidade fosse usada da melhor maneira possível.

Esse ganho indireto é difícil de ser medido tanto em termos de custo quanto em termos de qualidade da Universidade, mas com certeza foi um dos pontos que mais me agregou. Poder discutir assuntos profissionais com pessoas que tiveram experiências tão diferentes ao longo da carreira é muito interessante. Os componentes do meu grupo em particular iam desde uma russa que estudou na União Soviética na década de 80 à um Colombiano que trabalhava de faxineiro na própria Universidade até obter uma bolsa de estudo e patrocínio de uma empresa para trabalhar na área de gerenciamento de projetos.

É esse também o tipo de ganho que eu vim buscar aqui e por enquanto está dando certo.

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