Dimensões Culturais

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Esse é um post mais teórico com relação às diferenças culturais entre Brasil e Austrália. Uma das maneiras de se analisar essas diferenças é através da “Teoria das Dimensões Culturais” proposta por Geert Hofstede na década de 70; teoria essa baseada em um ambiente organizacional (IBM no caso). Ele define 5 dimensões nas quais podemos comparar culturas:

  • Distância ao poder (Power Distance – PD): É uma medida do quanto os membros menos poderosos de uma organização aceitam e esperam distribuição desigual de poder na sociedade. Ela se baseia no fato de que as pessoas dentro de uma organização/sociedade não tem o mesmo poder e como as pessoas reagem a isso. Em uma sociedade com grande “Distância ao Poder” os indivíduos aceitam bem a hierarquia; aceitam o fato de que indivíduos acima na hierarquia tenham privilégios e são mais inacessíveis, enquanto em uma sociedade com baixa Distância ao Poder esse sentimento é quase inexistente.
  • Individualismo (Individualism – IDV) : Essa é uma dimensão interessante e tenta medir se em uma sociedade a tomada de decisão de um indivíduo leva mais em conta o ganho pessoal ou o ganho coletivo, seja numa organização ou em uma sociedade. Até que ponto as pessoas sentem que têm de tomar conta de si próprias, das suas famílias ou organizações a que pertencem.
  • Masculinidade / Feminilidade (Masculinity / Femininity - MAS): É uma dimensão que tenta mostrar se uma sociedade é mais focada em conquistas, sucessos, em ser um vencedor (qualidades consideradas mais masculinas) ou se a sociedade tende mais à qualidade de vida e ao cuidado com os outros. O ponto aqui é entender o que motivam as pessoas numa sociedade: sucesso pessoal ou fazer o que gosta?
  • Evitar a incerteza (Uncertainty Avoidance – UAI): Reflete o sentimento de desconforto que as pessoas sentem com relação aos riscos, caos e situações não estruturadas. É uma espécie de medida de como uma sociedade lida com a ansiedade e com o planejamento futuro.
  • Orientação a Longo Prazo (Long-term Orientation – LTO) : indica em que medida uma sociedade baseia as suas tradições sobre os acontecimentos do passado ou do presente. É uma medida de quanto as tradições são respeitadas em uma sociedade e se o que importa é a persistência ou resultados à curto prazo.

Enfim, depois da definição de cada uma das dimensões vamos ao quadro comparativo entre Brasil e Austrália dado pelo professor Hofstede.

Analisando então dimensão por dimensão.

A Austrália apresenta uma distância ao poder menor que o Brasil, ou seja, as pessoas aqui tendem a crer que a hierarquia e o poder não significam benefícios e nem que o tratamento das pessoas tenha que ser diferenciado por conta disso. Eu concordo com isso. Um exemplo simples é o fato de a primeira-ministra do país eventualmente participar de programas de televisão, mesa-redondas, etc. sendo alvo inclusive de piadas e de perguntas bastante incisivas. No Brasil seria praticamente inconcebível a presidente participando de um programa do estilo do CQC. Nas próprias empresas os benefícios usuais encontrados no Brasil para cargos gerenciais não costumam ocorrer aqui (estacionamento pago, melhor plano de saúde, etc.).

No quesito individualismo a Austrália se mostra um país bem mais individualista que no Brasil, implicando que no Brasil as pessoas tendem a tomar decisões pensando mais no bem coletivo. Não concordo totalmente com esse ponto. Se pensarmos em termos de decisões políticas, por exemplo, a implantação de bolsas para distribuição de renda, grande participação nos lucros em algumas empresas, papel forte de sindicatos, etc. pode-se concluir que as decisões levam mais em conta o bem coletivo. Meu ponto é que isso acontece pelas razões erradas, ou seja, essas decisões tem por trás delas uma intenção de benefício individual (aumento de força política, votos, popularidade, etc.) e não o bem coletivo em si.

Dizer que a Austrália é uma sociedade mais masculina que o Brasil me surpreendeu muito. Aqui me parece que o foco em qualidade de vida é maior. Por todo o histórico de desemprego no Brasil, acredito que a competitividade é mais acirrada lá. Sem contar o fato de que pessoas com maior poder aquisitivo no Brasil certamente tem vantagens, diretas e indiretas, sobre aqueles de baixo poder aquisitivo, aumentando ainda mais as características masculinas da sociedade.

As duas últimas características podem ser agrupadas em uma mesma análise e demonstra basicamente a diferença entre primeiro e terceiro mundo. Em um país com histórico de inflação, desemprego e falta de ajuda governamental como o Brasil é normal que as pessoas tendam a arriscar menos e focar em ter uma vida segura; assegurar o sonho da casa própria; deixar algo de herança para os filhos, etc.

Jervis Bay e Pebbly Beach

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Meus pais estiveram por aqui no mês de fevereiro e aproveitamos pra viajar um pouco pelo país. Não só fomos para a Grande Barreira de Corais, como já dito no post anterior, como também aproveitamos pra conhecer novos lugares ao redor de Sydney. Fizemos uma viagem de um dia inteiro pelas praias de Jervis Bay e depois descemos ainda mais até Pebbly beach pra tentar ver alguns cangurus em seu habitat natural; muito legal.

Como se trata de viagem, joguei o post pro meu outro blog, o JetLag. Link abaixo:

http://www.jetlag.com.br/?p=544

Viagem para a Grande Barreira de Corais

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Um pouco mais de detalhes e fotos da nossa visita à Cairns e à Grande Barreira de Corais no JetLag.

Estivemos lá em fevereiro e foi ótimo.

http://www.jetlag.com.br/?p=452

Vale a pena estudar aqui? Parte 3

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Nessa terceira e última parte do post gostaria de falar um pouco sobre as minhas intenções em termos de estudo por aqui; também um pouco mais da minha experiência efetivamente como estudante nos últimos meses.

Como já devo ter deixado transparecer anteriormente, ter uma experiência diferente em várias frentes é o que venho buscando por aqui. E no quesito ‘estudo’ a Austrália é um lugar dos mais interessantes pela quantidade de estudantes estrangeiros que a gente encontra no dia-a-dia; e os professores parecem usar esse fator de maneira adequada. A primeira disciplina que cursei aqui se chamava “Global Project Management” e a turma tinha pouco menos de 30 alunos – a parte interessante é que os alunos vinham de 14 países diferentes e, numa disciplina onde se foca em diferenças culturais e métodos de trabalho, ter pessoas de tantos locais distintos é um grande ganho.  Além disso, nos trabalhos em grupo, o professor que por sinal era brasileiro, fez questão de dividir os grupos de tal modo que essa diversidade fosse usada da melhor maneira possível.

Esse ganho indireto é difícil de ser medido tanto em termos de custo quanto em termos de qualidade da Universidade, mas com certeza foi um dos pontos que mais me agregou. Poder discutir assuntos profissionais com pessoas que tiveram experiências tão diferentes ao longo da carreira é muito interessante. Os componentes do meu grupo em particular iam desde uma russa que estudou na União Soviética na década de 80 à um Colombiano que trabalhava de faxineiro na própria Universidade até obter uma bolsa de estudo e patrocínio de uma empresa para trabalhar na área de gerenciamento de projetos.

É esse também o tipo de ganho que eu vim buscar aqui e por enquanto está dando certo.

Feliz Ano Novo!

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Diferentemente do ano passado, quando ficamos perto da Harbour Bridge por várias horas até o momento da queima de fogos, esse ano optamos por algo bem mais tranquilo: Passamos a virada num barco, com vários de nossos amigos locais, com uma vista bastante privilegiada e com muita comida e bebida!

Assistir a queima de fogos um pouco mais de longe te dá uma ideia bem melhor do show em si. Com certeza valeu a pena.

Um ano de Austrália! Coisas que dão saudades.

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Há exatamente um ano chegávamos aqui. Vou fazer um post mais sério com um balanço de tudo o que aconteceu por aqui nos últimos 365 dias, mas hoje é dia de festa, comemoração, saudades, etc. Então o post sério fica pra um futuro breve … Hoje eu quero escrever as coisas que eu mais senti falta por aqui. Curiosamente a maioria é relacionada a comida!

  • Chocotone (Aqui existe o Panetone tradicional em alguns poucos lugares, mas não de chocolate).
  • Brahma Black.
  • Sushi SEM Abacate (pra que meter abacate em tudo?).
  • Hambúrguer SEM beterraba (Qual o sentido de se colocar beterraba em sanduíches?).
  • Cachorro-quente em pão de hot-dog e não em pão de forma (Não faz nenhum sentido colocar salsicha em pão de forma).
  • Dirigir do lado certo do carro.
  • Dirigir do lado certo da rua.
  • Pagar pouco de aluguel.
  • Pagar pouco em qualquer coisa que seja.
  • Pão de queijo.
  • Pão francês.
  • Futebol na TV.
  • Pastel de feira.
  • Pizza 4 queijos.
  • Entender tudo que se fala na TV.
  • Entender tudo que se fala na rua.
  • Entender tudo que falam no trabalho.
  • Entender tudo que falam na faculdade.
  • Porteiro no prédio.
  • Faxineira.
  • Ir no shopping de noite (aqui fecha tudo 5pm. Somente de quinta-feira até 9pm).
  • Pipoca doce do Cinemark.
  • Café Colonial na serra.
  • Todos os restaurantes de São Paulo.
  • Todos os restaurantes de Porto Alegre.
  • Picanha mal passada.
  • Costelão.
  • Fraldinha / Vazio.
  • Correio que funcione.
  • Propagandas boas na TV.
  • Poder marcar consulta em médicos especialistas (Só pode se o clínico geral te encaminhar com uma carta).
  • Ir no médico e ser tratado / medicado (Acho que tudo aqui se trata com analgésico e só).
  • Morar perto de algum outro lugar do planeta.
  • E claro … todos os amigos e familiares!!!

Funerárias

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É interessante, e até certo ponto impressionante, a quantidade de propagandas na TV de seguros e planos funerários por aqui. Não me lembro de algo similar no Brasil – pelo menos não com tamanha intensidade.

Os seguros funerários são normalmente produtos das seguradoras em si e são reclames até certo ponto “alegres”, como se estivessem sendo vendidos um seguro de saúde qualquer ou mesmo um plano de férias! Algumas são alegres até demais.

Os planos e serviços funerários já são produtos das próprias funerárias e essas são propagandas bem mais tristes por assim dizer, normalmente apenas com um único apresentador falando sobre o serviço. Mas existem várias e elas estão toda hora na televisão. Existe uma até uma funerária cujos serviços são feitos somente por mulheres, tendo como intenção dar um toque feminino nos serviços – muito bizarro. E a propaganda na TV também é bizarra – aqui o link pro vídeo.

Vale a pena estudar aqui? Parte 2

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Argumentei na primeira parte que o custo elevado do ensino aqui é um dos fatores para muitos Australianos optarem por não cursar uma faculdade ou fazer uma pós-graduação. Se a maior parte dos cidadãos crê que esses custos são elevados, isso te levaria a acreditar que exista um movimento ou pressão governamental para que esses custos baixem, certo? Errado. Um exemplo é o curso que vou fazer ano que vem, que teve um aumento de 15% em seu custo de 2011 para 2012.

A Austrália tem 3 universidades entre as 50 melhores do mundo – 8 entre as 200 melhores. E se você parar pra pensar creio que os custos (pelo menos para esse nível de universidade que estamos tratando nesse post) não são tão elevados assim. Use esse mesmo ranking como parâmetro e procure os preços nas universidades de ranking similar em outros países do mundo, principalmente Japão, Estados Unidos e Inglaterra e verá que o custo delas é razoavelmente maior. Isso acaba atraindo uma quantidade muito grande de estudantes estrangeiros para a Austrália, um negócio que movimentou mais de 4 bilhões de dólares no ano de 2010 por aqui. Educação é sim um ótimo produto de exportação para esse país.

O governo Australiano incentiva os estudantes que aqui se formam a permanecerem aqui imigrando como mão-de-obra qualificada (skilled migration), mas muitos desses egressos optam por voltar ao seu país de origem. Não são raros os casos de Chineses que vêm para cá estudar e voltam pra China com oportunidades excelentes de trabalho e tudo mais. O mesmo acontece com outros países da Ásia.

Sob esse ponto de vista, vale muito a pena estudar por aqui. O custo-benefício é interessante ao meu ver: uma pós graduação de 2 anos na Universidade de Sydney vai te custar entre 25 e 30 mil dólares, ou seja, um pouco mais de mil dólares por mês (diluindo esse valor em 24 meses) – Esse é um valor muito próximo ao que se pagaria na maior parte das Universidades particulares do Brasil, mas você estaria estudando em uma Universidade de qualidade melhor (segundo esse ranking). Isso sem contar algumas vantagens indiretas referentes a experiência de morar fora do Brasil, entre outras coisas.

Na Parte 1 comentei também que o salário pago por empregos que exigem uma qualificação menor não é de todo ruim. Mas a verdade é que a concorrência acaba sendo bem maior para essas posições também. Isso porque você concorre com todo tipo de cidadão e imigrantes (legais ou ilegais), justamente pelo fato de uma qualificação maior não ser exigida. Estudantes podem trabalhar legalmente 20 horas por semana, mas em muitos restaurantes, cafés, empresas de limpeza, etc. o imigrante ilegal também acaba por ter oportunidades, já que o pagamento é feito normalmente em dinheiro ao final do dia.

Pelo que eu pude vivenciar até agora vale a pena ser uma pessoa qualificada profissionalmente aqui na Austrália, independentemente se você conseguiu essa qualificação aqui ou não. A demanda de recursos especializados é grande ainda (o que não te garante um emprego logo com certeza; muitos fatores dificultam principalmente o primeiro emprego do imigrante por aqui, mas isso é um assunto para um post diferente) e são esses os imigrantes nos quais os governos confia para alavancar a economia Austrália e tornar esse país economicamente relevante na região da Ásia-Pacífico.

Na terceira e última parte desse post conto o que espero exatamente atingir pessoalmente por aqui com o curso que inicio em poucas semanas.

Vale a pena estudar aqui? Parte 1

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Existe um grupo de discussão no Linkedin para brasileiros profissionais de TI na Austrália e, recentemente, um dos tópicos me interessou bastante, pois se aplicava justamente ao meu momento atual por aqui. O tópico era algo como “Vale a pena pagar 30 mil dólares por um mestrado na Austrália”. A resposta não é tão simples quanto parece e vou quebrá-la em 3 partes; a primeira argumentando pontos contra, a segunda a favor e no terceiro a minha opinião em particular.

Confesso que até hoje não entendi muito bem como funcionam as coisas por aqui com relação a ensino superior. Até onde eu entendo um curso universitário é bastante caro por aqui (pelo menos na visão do Australiano) e não existem faculdades gratuitas – Se alguém tiver alguma informação diferente, por favor, me corrija, mas pelos menos nas universidades mais conceituadas com certeza absoluta todos os cursos são pagos. O que cidadãos Australianos podem conseguir é uma espécie de financiamento do estudo para ser quitado ao longo de um tempo maior. Existe algo similar no Brasil também.

Por conta disso, existem muitos alunos que após o high school optam por um curso técnico (Certificate III ou IV), depois um diploma. E com isso conseguem equivalência em algumas disciplinas na universidade barateando um pouco o custo total. Para residentes e cidadãos esses cursos tem um preço muito baixo, sendo de fato uma taxa de administração somente – em torno de 500 dólares por semestre.

A verdade é que muitas das pessoas com as quais tive oportunidade de trabalhar aqui na Austrália não possuem formação universitária e as justificativas são várias, mas acredito que as principais sejam relacionadas à situação econômica do país. Em um país onde a desigualdade social é pequena, as diferenças salariais entre cargos de uma mesma profissão são pequenas. Na minha área de atuação a diferença salarial entre um analista de sistemas pleno (com cerca de 5 anos de experiência e sem necessariamente um curso superior) para um gerente de desenvolvimento ou mesmo de projetos fica em torno de 30 à 40%, mas para esse tipo de cargo as exigências em termos de formação e experiência são maiores. Se você olhar então somente por esse prisma, é fácil entender que a resposta para a pergunta “Por que você não fez faculdade / pós-graduação?” seja algo como: “Porque não vale a pena”.

No Brasil a diferença salarial entre esses cargos que eu mencionei, pelo menos nas empresas que trabalhei, gira em torno dos 300%, ou seja, um gerente de desenvolvimento ganha pelo menos o triplo de um analista pleno.

Aqui na Austrália, mesmo se você pegar profissões consideradas sub-empregos no Brasil, você consegue manter um nível razoável de vida e com um salário que não pode ser considerado pouco. Um barista (o cara que faz o café) de uma loja Starbucks aqui ganha 25 dólares por hora. Em uma conta bem por cima, isso daria em torno de 3,5 à 4 mil dólares por mês. Um analista de sistemas pleno ganha em torno de 6 à 7 mil e um gerente de projetos entre 8 à 10 mil. Se você considerar que o percentual de Imposto de Renda que incide no salário do gerente é maior que a do barista, a diferença salarial percentual líquida é ainda menor que a bruta.

O custo de vida em Sydney é muito, mas muito mais alto que no Brasil. Então não se deixe enganar simplesmente por esses números, convertendo os valores pra reais e achar que ganhar 6 mil reais pra servir café é o melhor negócio do mundo. Mas o ponto é: um curso de barista custa 300 dólares e dura um dia; uma faculdade dura em torno de 4 anos e vai custar em torno de 50 mil dólares talvez e uma pós-graduação vai te custar mais uns 30 mil dólares e tomar mais 2 anos da sua vida.

Baseado nisso então, pessoas que encaram a educação como apenas um investimento e/ou tem por objetivo levar uma vida mais tranquila, sem muito stress, tendo um emprego que “pague as contas” somente, vão responder “Não” para a questão título desse post. Isso acarreta em um certo custo social, já que mão-de-obra especializa vai ser sempre algo escasso no país – acredito ser um dos motivos de imigração qualificada ser uma das maiores portas de entrada de imigrantes nesse país. Algumas profissões são então exercidas por profissionais pouco qualificados na área ou por alguém que cobre muito caro pelo serviço – nenhum dos dois cenários me parece o ideal.

Na Parte 2 argumento pontos em favor do estudo por aqui.

Trabalhar na Nova Zelândia

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A Nova Zelândia é um país com apenas 4 milhões de habitantes, mas de vez em quando aparecem algumas oportunidades de trabalho interessantes por lá. Até recentemente eu não sabia disso, mas ao que parece residentes permanentes Australianos podem trabalhar normalmente na Nova Zelândia. Essa é a informação presente no site de imigração neo zelandês:

You do not need a work visa to work in New Zealand if you are:

  • a New Zealand citizen or you hold a New Zealand residence class visa, or
  • an Australian citizen, or the holder of a current Australian permanent residence visa including a current Australian resident return visa. (If there are conditions on your residence visa/resident return visa, then you will require a work visa.)

Não deixa de ser interessante e uma oportunidade nova pra quem tiver interesse.

O link para o site de imigração da Nova Zelândia que contém essa informação é esse aqui.

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